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Meditação Cristã
A meditação também faz parte da tradição cristã, embora tenha se distanciado dos fiéis ao longo dos séculos.
Durante séculos, desde o tempo dos primeiros monges católicos (entre 300 e 600 d.C.), a meditação fez parte do cristianismo. Era chamada de oração do coração ou, ainda, de oração centrante ou perpétua. Mas, dentro da tradição cristã, quase não se usava o termo “meditação” para designar essa prática contemplativa. Na linguagem cristã, meditação está mais relacionada com a reflexão e análise. Ou seja, é um sinónimo de pensamento, e isso pode causar enganos. Muitas igrejas – evangélicas, na maioria – anunciam grupos de meditação cristã, onde se estudam racionalmente textos bíblicos. Já os grupos que utilizam a oração como exercício meditativo estão mais ligados à Igreja Católica e à Ortodoxa, que sempre preservou essa prática entre padres e monges. Trata-se de uma tradição perdida para os leigos no correr dos séculos e só recentemente recuperada.
Há livros muito antigos que descrevem a meditação cristã, como Conferências de Abba Isaac, do século 5. Foi escrito por João Cassiano, jovem buscador que abandonou livros e manuscritos para ir atrás dessa sabedoria. Num monastério longínquo, conheceu o abade Isaac. O velho religioso, que seguia a tradição dos primeiros monges cristãos, descreve com detalhes como rezar – e, mais uma vez, lá está uma descrição clara da meditação: " Talvez surjam pensamentos errantes na minha alma, como o borbulhar da água que ferve, e eu não possa controlá-los nem oferecer preces sem ser interrompido por imagens tolas." Mas, em seguida, vem a solução: “Preciso dizer então: "Deus, vinde em meu auxílio. Senhor, socorrei-me sem demora". Com a repetição dessa frase, conta o abade Isaac, "a mente se eleva ao múltiplo conhecimento de Deus, e daí em diante se alimentará dos mistérios mais sublimes e sagrados".
Por ironia, foi preciso um mergulho no Oriente para que os cristãos voltassem às raízes. Um dos primeiros desbravadores foi Thomas Merton (1915- 1968), monge trapista nascido na França, filho de artistas e criado na Inglaterra e nos Estados Unidos. Amigo de filósofos e escritores, Merton foi várias vezes à Ásia e não tinha medo de confrontar suas crenças ao budismo ou ao hinduísmo. Seus livros, em que destaca as práticas contemplativas, fizeram sucesso na primeira metade do século 20. Seguindo seus passos, o monge beneditino John Main também se perguntou se dentro do cristianismo não existia algo parecido com a meditação e acabou descobrindo o passado de sua própria religião. Em 1975, fundou a Comunidade Mundial de Meditação Cristã, atualmente em mais de 50 países. O movimento hoje é comandado pelo beneditino dom Laurence Freeman, ex-jornalista dedicado ao diálogo inter-religioso – é dele o livro O Dalai Lama Fala de Jesus.
Aliás, a abertura a outras religiões pode ser uma das consequências das práticas contemplativas. “A experiência mística une as religiões porque se refere a um sentimento comum a toda a humanidade. A doutrina, a razão, separa”, acredita o padre e filósofo alemão James Heisig, que vive há 20 anos no Japão, onde fundou um instituto que estuda o budismo zen e o cristianismo.
Para quem quer começar
O método abaixo é adoptado pela Comunidade Mundial de Meditação Cristã. Não é a única prática espiritual cristã que envolve meditação, mas é muito boa para quem quer começar.
1 Sente-se numa cadeira com a coluna reta, mas sem tensão. Deixe a cabeça alinhada com a coluna.
2 Retraia ligeiramente o queixo, o que ocasionará uma leve inclinação da cabeça.
3 Deixe os braços e mãos relaxados sobre as coxas.
4 Procure deixar o corpo descontraído, eliminando tensões.
5 Sinta o silêncio por alguns minutos.
6 Inspire e repita mentalmente a palavra “ma-ra-na-ta” (“Vinde, Senhor”), em quatro tempos: na primeira inspiração, diga “ma”; durante a expiração, fale “ra”; na segunda inspiração, diga “na”, e na expiração, “ta”.
7 Procure centrar seu pensamento nas palavras e volte a elas toda vez que estiver distraído. Comece meditando por 5 minutos e chegue até 20 minutos, pelo menos duas vezes por dia, ao levantar e ao dormir. A prática também pode ser feita durante as atividades do dia. Muitos preferem se ligar a um grupo de meditação – sozinho é mais difícil manter a disciplina.
texto retirado daqui
O Padre John Main, OSB, recomendava o uso da palavra "Maranatha" porque é uma das mais antigas palavras-oração na tradição cristã. Ela encontra-se ao final da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, assim como ao final do Apocalipse de São João. É uma palavra aramaica, a língua que Jesus falava, e significa "Vem, Senhor. Vem, Senhor Jesus" ou "O Senhor vem". Entretanto, no tempo de meditação não deverá pensar no significado da palavra - isto seria uma distração. Se quaisquer pensamentos disputarem sua atenção, simplesmente retorne à recitação simples e fiel da palavra: Ma-ra-na-tha.
Durante séculos, desde o tempo dos primeiros monges católicos (entre 300 e 600 d.C.), a meditação fez parte do cristianismo. Era chamada de oração do coração ou, ainda, de oração centrante ou perpétua. Mas, dentro da tradição cristã, quase não se usava o termo “meditação” para designar essa prática contemplativa. Na linguagem cristã, meditação está mais relacionada com a reflexão e análise. Ou seja, é um sinónimo de pensamento, e isso pode causar enganos. Muitas igrejas – evangélicas, na maioria – anunciam grupos de meditação cristã, onde se estudam racionalmente textos bíblicos. Já os grupos que utilizam a oração como exercício meditativo estão mais ligados à Igreja Católica e à Ortodoxa, que sempre preservou essa prática entre padres e monges. Trata-se de uma tradição perdida para os leigos no correr dos séculos e só recentemente recuperada.
Há livros muito antigos que descrevem a meditação cristã, como Conferências de Abba Isaac, do século 5. Foi escrito por João Cassiano, jovem buscador que abandonou livros e manuscritos para ir atrás dessa sabedoria. Num monastério longínquo, conheceu o abade Isaac. O velho religioso, que seguia a tradição dos primeiros monges cristãos, descreve com detalhes como rezar – e, mais uma vez, lá está uma descrição clara da meditação: " Talvez surjam pensamentos errantes na minha alma, como o borbulhar da água que ferve, e eu não possa controlá-los nem oferecer preces sem ser interrompido por imagens tolas." Mas, em seguida, vem a solução: “Preciso dizer então: "Deus, vinde em meu auxílio. Senhor, socorrei-me sem demora". Com a repetição dessa frase, conta o abade Isaac, "a mente se eleva ao múltiplo conhecimento de Deus, e daí em diante se alimentará dos mistérios mais sublimes e sagrados".
Por ironia, foi preciso um mergulho no Oriente para que os cristãos voltassem às raízes. Um dos primeiros desbravadores foi Thomas Merton (1915- 1968), monge trapista nascido na França, filho de artistas e criado na Inglaterra e nos Estados Unidos. Amigo de filósofos e escritores, Merton foi várias vezes à Ásia e não tinha medo de confrontar suas crenças ao budismo ou ao hinduísmo. Seus livros, em que destaca as práticas contemplativas, fizeram sucesso na primeira metade do século 20. Seguindo seus passos, o monge beneditino John Main também se perguntou se dentro do cristianismo não existia algo parecido com a meditação e acabou descobrindo o passado de sua própria religião. Em 1975, fundou a Comunidade Mundial de Meditação Cristã, atualmente em mais de 50 países. O movimento hoje é comandado pelo beneditino dom Laurence Freeman, ex-jornalista dedicado ao diálogo inter-religioso – é dele o livro O Dalai Lama Fala de Jesus.
Aliás, a abertura a outras religiões pode ser uma das consequências das práticas contemplativas. “A experiência mística une as religiões porque se refere a um sentimento comum a toda a humanidade. A doutrina, a razão, separa”, acredita o padre e filósofo alemão James Heisig, que vive há 20 anos no Japão, onde fundou um instituto que estuda o budismo zen e o cristianismo.
Para quem quer começar
O método abaixo é adoptado pela Comunidade Mundial de Meditação Cristã. Não é a única prática espiritual cristã que envolve meditação, mas é muito boa para quem quer começar.
1 Sente-se numa cadeira com a coluna reta, mas sem tensão. Deixe a cabeça alinhada com a coluna.
2 Retraia ligeiramente o queixo, o que ocasionará uma leve inclinação da cabeça.
3 Deixe os braços e mãos relaxados sobre as coxas.
4 Procure deixar o corpo descontraído, eliminando tensões.
5 Sinta o silêncio por alguns minutos.
6 Inspire e repita mentalmente a palavra “ma-ra-na-ta” (“Vinde, Senhor”), em quatro tempos: na primeira inspiração, diga “ma”; durante a expiração, fale “ra”; na segunda inspiração, diga “na”, e na expiração, “ta”.
7 Procure centrar seu pensamento nas palavras e volte a elas toda vez que estiver distraído. Comece meditando por 5 minutos e chegue até 20 minutos, pelo menos duas vezes por dia, ao levantar e ao dormir. A prática também pode ser feita durante as atividades do dia. Muitos preferem se ligar a um grupo de meditação – sozinho é mais difícil manter a disciplina.
texto retirado daqui
O Padre John Main, OSB, recomendava o uso da palavra "Maranatha" porque é uma das mais antigas palavras-oração na tradição cristã. Ela encontra-se ao final da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, assim como ao final do Apocalipse de São João. É uma palavra aramaica, a língua que Jesus falava, e significa "Vem, Senhor. Vem, Senhor Jesus" ou "O Senhor vem". Entretanto, no tempo de meditação não deverá pensar no significado da palavra - isto seria uma distração. Se quaisquer pensamentos disputarem sua atenção, simplesmente retorne à recitação simples e fiel da palavra: Ma-ra-na-tha.
Mestre Dogen (1200-1253)
Na meditação tu próprio és o espelho que reflecte a solução dos teus problemas. O espírito humano tem liberdade absoluta no interior da sua verdadeira natureza. Podes atingir a liberdade intuitivamente. Não trabalhes para a liberdade, deixa que a prática seja ela mesma libertação.
Domingos Cunha

Meditação Cristã – uma oração integradora
Autor: Domingos Cunha, CSh
NOVA OBRA INTRODUZ E ENCORAJA AS PESSOAS À PRÁTICA DA MEDITAÇÃO
Em um mundo onde as pessoas vivem apressadas, estressadas, bombardeadas de informações a todo o tempo e de todos os lados, a busca por um momento de paz e descanso se faz cada vez mais necessária. Reabastecer-se de energias positivas tem sido a busca de muitas pessoas, que aproveitam para, por meio da oração, relaxar e elevar-se espiritualmente.
Meditação Cristã – uma oração integradora é o lançamento que certamente impulsionará o leitor a adotar essa prática diária de união e intimidade com Deus, além de trazer paz e tranqüilidade à alma. Conforme afirmou Dostoievski, “todo homem carrega dentro de si um vazio do tamanho de Deus”. A presente obra, justamente, vem ao encontro daqueles que desejam preencher esse vazio.
Resgatar e difundir o significado da meditação cristã foi a missão do monge inglês John Main, nascido em Londres em 1926. Pertencente à Ordem de São Bento, ao estudar os escritos do monge João Cassiano (séc. IV) e de outros contemplativos conhecidos como “Padres e Madres do deserto”, ele descobriu a conecção entre a repetição e interiorização de frases ou versículos da Bíblia — presente na tradição monástica cristã — e a forma de meditação que aprendera no Oriente, por ocasião de sua experiência espiritual na Malásia com um swami (monge indiano), quando ainda não era religioso beneditino.
Graças à profundidade e à riqueza dessa maneira de rezar, os adeptos da meditação cristã foram crescendo e, hoje, há vários centros de Meditação Cristã e grupos de oração semanal em diversas partes do mundo. Após a morte de Dom John Main em 1982, outro beneditino inglês, Dom Laurence Freeman tornou-se o seu sucessor e começou a viajar por todo o mundo, ensinando a meditação por meio de retiros, palestras e encontros de oração.
De maneira simples e completa, Domingos Cunha, introduz o leitor à fascinante realidade da meditação. Ao longo dos quatorze capítulos que constituem o livro, Cunha começa apontando a necessidade da oração, os significados do termo “meditação” e também um pouco da história da oração monástica e também a importância de alguns escritos que surgiram das experiências espirituais e místicas de personagens importantes da Igreja.
Após constatar os preciosos esclarecimentos a respeito da diferença entre meditação e reflexão, o que é peculiar à meditação cristã e à meditação oriental, as dificuldades que o praticante encontrará e os frutos desta prática, o leitor certamente se sentirá impelido a provar a meditação cristã em sua vida e testemunhar sua experiência.
Em um mundo onde as pessoas vivem apressadas, estressadas, bombardeadas de informações a todo o tempo e de todos os lados, a busca por um momento de paz e descanso se faz cada vez mais necessária. Reabastecer-se de energias positivas tem sido a busca de muitas pessoas, que aproveitam para, por meio da oração, relaxar e elevar-se espiritualmente.
Meditação Cristã – uma oração integradora é o lançamento que certamente impulsionará o leitor a adotar essa prática diária de união e intimidade com Deus, além de trazer paz e tranqüilidade à alma. Conforme afirmou Dostoievski, “todo homem carrega dentro de si um vazio do tamanho de Deus”. A presente obra, justamente, vem ao encontro daqueles que desejam preencher esse vazio.
Resgatar e difundir o significado da meditação cristã foi a missão do monge inglês John Main, nascido em Londres em 1926. Pertencente à Ordem de São Bento, ao estudar os escritos do monge João Cassiano (séc. IV) e de outros contemplativos conhecidos como “Padres e Madres do deserto”, ele descobriu a conecção entre a repetição e interiorização de frases ou versículos da Bíblia — presente na tradição monástica cristã — e a forma de meditação que aprendera no Oriente, por ocasião de sua experiência espiritual na Malásia com um swami (monge indiano), quando ainda não era religioso beneditino.
Graças à profundidade e à riqueza dessa maneira de rezar, os adeptos da meditação cristã foram crescendo e, hoje, há vários centros de Meditação Cristã e grupos de oração semanal em diversas partes do mundo. Após a morte de Dom John Main em 1982, outro beneditino inglês, Dom Laurence Freeman tornou-se o seu sucessor e começou a viajar por todo o mundo, ensinando a meditação por meio de retiros, palestras e encontros de oração.
De maneira simples e completa, Domingos Cunha, introduz o leitor à fascinante realidade da meditação. Ao longo dos quatorze capítulos que constituem o livro, Cunha começa apontando a necessidade da oração, os significados do termo “meditação” e também um pouco da história da oração monástica e também a importância de alguns escritos que surgiram das experiências espirituais e místicas de personagens importantes da Igreja.
Após constatar os preciosos esclarecimentos a respeito da diferença entre meditação e reflexão, o que é peculiar à meditação cristã e à meditação oriental, as dificuldades que o praticante encontrará e os frutos desta prática, o leitor certamente se sentirá impelido a provar a meditação cristã em sua vida e testemunhar sua experiência.
“A meditação se configura como um tipo de oração que integra as várias dimensões da pessoa: física, energética, emocional, psíquica, racional, espiritual (...) Sem dúvida, é um jeito de rezar muito significativo para o nosso tempo, que anseia por perspectivas mais holísticas na compreensão do ser humano”, afirma Domingos Cunha.
Domingos Cunha, padre da comunidade Shalom, nasceu em Portugal em 1963 e chegou ao Brasil em 1985. Completou os estudos teológicos no Instituto Teológico-Pastoral do Ceará (ITEP), onde foi coordenador do curso propedêutico e professor de Mistério de Cristo, atualmente assume as matérias de teologia da vida religiosa e espiritualidade. Ordenado sacerdote em 1988, tem dedicado sua vida preferencialmente à evangelização da juventude, assessorando cursos e outros encontros nas áreas de formação humana, de vivência e aprofundamento da fé, de ecologia e de capacitação técnica e pedagógica na linha da educação libertadora no Ceará, em Minas Gerais e em Portugal.
HÔGEN YAMAHATA
CAVANDO UM POÇO PARA ALCANÇAR UM CÉU AZUL
Quando estamos, por exemplo, nos Alpes, a escalar altas montanhas, não nos encontramos com nenhuma nuvem, até alcançarmos uma determinada altitude. Quando voamos num avião a milhares de metros de altitude, podemos observar nuvens por cima de nós, assim, de repente, entramos nelas, e finalmente alcançamos na máxima altitude, o vazio do céu azul.
De igual modo, na nossa prática de meditação, podemos chegar a uma etapa na qual encontramos muitas classes de nuvens: pensamentos, ideias, ilusões, emoções e inclusivamente, às vezes, vividas formas e paisagens extra-sensoriais (Makyô). Devido a uma inumerável acumulação de todas as nossas experiências passadas e da história guardada na nossa consciência-armazém (caixas Kármicas), às vezes, algumas recordações passadas ou ilusões podem aparecer diante da nossa visão.
Tais nuvens aparecem em um ou outro ponto da nossa ascensão. Mas se, de forma penetrante, continuamos a ascender, alcançamos o mais alto céu, livre de toda a nuvem de fantasias, miragens e ilusões, onde é possível descobrir o verdadeiro milagre deste último encontro do Aqui-Agora.
Este é o mais alto e ilimitado céu azul que alcançamos, passo a passo, na posição sentada: Simplesmente um céu azul sem fim que nos abraça e penetra todos os seres. Não há nada melhor, nem mesmo nas mais belas formas de nuvens que amiúde nos enamoramos. E a única realidade em que estamos é definitivamente melhor que milhares de sonhos agradáveis e fantásticos.
A NOSSA TAREFA MAIS URGENTE É REGRESSAR E NOS SENTIRMOS COMO QUE EM CASA NESTA PAZ ÚLTIMA DO VAZIO. ESTAMOS A CAVAR O NOSSO PRÓPRIO POÇO PARA ALCANÇAR O MAIS PROFUNDO CENTRO SEM MENTE DA TERRA. AÍ JÁ NÃO EXISTE FRONTEIRA INDIVIDUAL, OU LIMÍTES, NEM SEPARAÇÃO DE ALGUM TIPO, NEM LUTA DO EGO, NEM IDEIA ILUSÓRIA EM ABSOLUTO, SIMPLESMENTE SURGE A MAIS PURA ÁGUA, QUE HUMEDECE O DESERTO DO MUNDO DO HOMEM.
HÔGEN YAMAHATA, no livro " Folhas Caem, Um Novo Rebento "
Sobre o autor
Quando estamos, por exemplo, nos Alpes, a escalar altas montanhas, não nos encontramos com nenhuma nuvem, até alcançarmos uma determinada altitude. Quando voamos num avião a milhares de metros de altitude, podemos observar nuvens por cima de nós, assim, de repente, entramos nelas, e finalmente alcançamos na máxima altitude, o vazio do céu azul.
De igual modo, na nossa prática de meditação, podemos chegar a uma etapa na qual encontramos muitas classes de nuvens: pensamentos, ideias, ilusões, emoções e inclusivamente, às vezes, vividas formas e paisagens extra-sensoriais (Makyô). Devido a uma inumerável acumulação de todas as nossas experiências passadas e da história guardada na nossa consciência-armazém (caixas Kármicas), às vezes, algumas recordações passadas ou ilusões podem aparecer diante da nossa visão.
Tais nuvens aparecem em um ou outro ponto da nossa ascensão. Mas se, de forma penetrante, continuamos a ascender, alcançamos o mais alto céu, livre de toda a nuvem de fantasias, miragens e ilusões, onde é possível descobrir o verdadeiro milagre deste último encontro do Aqui-Agora.
Este é o mais alto e ilimitado céu azul que alcançamos, passo a passo, na posição sentada: Simplesmente um céu azul sem fim que nos abraça e penetra todos os seres. Não há nada melhor, nem mesmo nas mais belas formas de nuvens que amiúde nos enamoramos. E a única realidade em que estamos é definitivamente melhor que milhares de sonhos agradáveis e fantásticos.
A NOSSA TAREFA MAIS URGENTE É REGRESSAR E NOS SENTIRMOS COMO QUE EM CASA NESTA PAZ ÚLTIMA DO VAZIO. ESTAMOS A CAVAR O NOSSO PRÓPRIO POÇO PARA ALCANÇAR O MAIS PROFUNDO CENTRO SEM MENTE DA TERRA. AÍ JÁ NÃO EXISTE FRONTEIRA INDIVIDUAL, OU LIMÍTES, NEM SEPARAÇÃO DE ALGUM TIPO, NEM LUTA DO EGO, NEM IDEIA ILUSÓRIA EM ABSOLUTO, SIMPLESMENTE SURGE A MAIS PURA ÁGUA, QUE HUMEDECE O DESERTO DO MUNDO DO HOMEM.
HÔGEN YAMAHATA, no livro " Folhas Caem, Um Novo Rebento "
Sobre o autor
Encontro Inter-Religioso de Meditação
Lentamente, tambem há em Portugal quem ponha em prática iniciativas de diálogo inter-religioso. Como Aqui. Neste caso particular é no encontro de diferentes sensibilidades espirituais de abordar e praticar a meditação, que é dado mais um passo para o sonho da construção de um mundo espiritualmente globalizado onde todos podemos ser verdadeiros irmãos. E mais próximos e atentos, mediados por corações abertos e confiantes, será porventura mais fácil sermos mais justos e menos indiferentes. Talvez com menos dogmas para discutir, ainda que um possa multiplicar-se na sua prática constante: Ser Solidário.
O Segredo da "Oração de Jesus" 1
A Oração de Jesus, também chamada Oração do Coração, é uma oração curta cuja fórmula é orar de forma repetida. Foi amplamente praticada, ensinada e discutida através da história do Cristianismo Oriental. As palavras exactas da oração variam da forma mais simples, como Jesus tende piedade à forma mais estendida: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador.
A Oração de Jesus é, para os ortodoxos orientais e os católicos orientais, uma das orações mais profundas e místicas; é frequentemente repetida continuamente coma parte de uma prática ascética. Apesar de existirem muitos textos da Igreja Católica sobre a Oração de Jesus, a sua prática nunca atingiu a mesma popularidade da Igreja católica ortodoxa.
Alguns entusiastas defendem a sua origem até aos apóstolos, mas julga-se que não é possível encontrá-la, com as suas características actuais, antes do Século XIII. No entanto, tendo em conta a natureza da Oração de Jesus, descobrimos a sua origem no ambiente de busca de uma oração contínua que abarca intensamente a história espiritual dos primeiros séculos cristãos, particularmente na peregrinação dos Padres do Deserto.
É doutrina comum da vida monástica primitiva a procura do ideal da oração contínua. Santo António do Egipto (250-356) que ficou na história como o pai dos monges dizia que «rezava constantemente, pois tinha aprendiddo que era necessário rezar incessantemente em privado».
A aspiração a uma oração incessante revela-se em orientações como as de São Paulo que exorta a viver «perseverantes na oração" (Rom 12,12) e a orar «sem cessar» (1Tes 5,17).
Esta oração é perfeita como um mantra de meditação cristã. Um outro seu significado sugere a atenção consciente ao nosso interior quer no plano formal da repetição da oração, quer na frutificação da sabedoria do coração em todos os momentos presentes. Com a repetição desta oração simples podemos em qualquer momento despertar uma atitude positiva para o momento presente. Assim invocar permanentemente Jesus é para os cristãos aproximar-se da realidade tal como é, experimentar com coragem o universo criado, e não menos importante, aceitá-lo. Uma das descobertas valiosas com esta prática é sentir o fortalecimento da confiança na compaixão de Deus, que nos acompanha a todos, sem excepção, subtilmente pelas várias civilizações e gerações.
A Oração de Jesus é, para os ortodoxos orientais e os católicos orientais, uma das orações mais profundas e místicas; é frequentemente repetida continuamente coma parte de uma prática ascética. Apesar de existirem muitos textos da Igreja Católica sobre a Oração de Jesus, a sua prática nunca atingiu a mesma popularidade da Igreja católica ortodoxa.
Alguns entusiastas defendem a sua origem até aos apóstolos, mas julga-se que não é possível encontrá-la, com as suas características actuais, antes do Século XIII. No entanto, tendo em conta a natureza da Oração de Jesus, descobrimos a sua origem no ambiente de busca de uma oração contínua que abarca intensamente a história espiritual dos primeiros séculos cristãos, particularmente na peregrinação dos Padres do Deserto.
É doutrina comum da vida monástica primitiva a procura do ideal da oração contínua. Santo António do Egipto (250-356) que ficou na história como o pai dos monges dizia que «rezava constantemente, pois tinha aprendiddo que era necessário rezar incessantemente em privado».
A aspiração a uma oração incessante revela-se em orientações como as de São Paulo que exorta a viver «perseverantes na oração" (Rom 12,12) e a orar «sem cessar» (1Tes 5,17).
Esta oração é perfeita como um mantra de meditação cristã. Um outro seu significado sugere a atenção consciente ao nosso interior quer no plano formal da repetição da oração, quer na frutificação da sabedoria do coração em todos os momentos presentes. Com a repetição desta oração simples podemos em qualquer momento despertar uma atitude positiva para o momento presente. Assim invocar permanentemente Jesus é para os cristãos aproximar-se da realidade tal como é, experimentar com coragem o universo criado, e não menos importante, aceitá-lo. Uma das descobertas valiosas com esta prática é sentir o fortalecimento da confiança na compaixão de Deus, que nos acompanha a todos, sem excepção, subtilmente pelas várias civilizações e gerações.
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