Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens

MADRE TERESA DE CALCUTÁ

" Se eu alguma vez vier a ser Santa - serei com certeza uma santa da 'escuridão'. Hei-de estar permanentemente fora do Céu - a iluminar os que na terra se encontram na escuridão. "
.
Vem, sê a minha luz

Inédita revelação da correspondência entre Madre Teresa e os seus superiores e confessores num período de 66 anos, este livro aproxima-nos da vida de uma das personagens mais marcantes do Século XX.


Nota: A fé diz-nos que Madre Teresa enganou-se num ponto: Depois de deixar este mundo, encontrou o céu, mas não nos abandonou. Deixou em escritos ( muitos só agora revelados) um forte testemunho que continua a iluminar, especialmente aqueles de nós, que se encontram perplexos na escuridão.

Ao ler as suas interrogações e recordar os esforços sobrehumanos do seu trabalho inexcedível com os "pobres dos mais pobres" temos ainda a surpresa inquietante de sondar a humanidade que há numa Santa desta dimensão.

Respirar com naturalidade - Parte II

H. Ribera elaborou, no seu estudo "Errando para um sentido", uma síntese de cinco níveis de consciência: sensorial, individual, pessoal, cósmica e eterna.
Sistematizou cinco estádios de crescimento, expressando-os como dependência, independência, interdependência,comunhão e solidariedade universal. Estes cinco estádios de crescimento equivalem a cinco níveis da vida humana: pré-individual ou massificada, individual ou autoafirmada, interpessoal ou relacionada, transpessoal ou expandida, e transtemporal ou transformada.
No primeiro estádio, ou de vida massificada, fica dissimulada a pergunta para se chegar a ser a si próprio, e não se sai da opacidade.
No segundo, da vida individualizada, a afirmação de si encerra-se num eu que impede, por excesso de egoísmo, chegar ao autêntico de si mesmo.
No terceiro, da vida relacionada, a pessoa abre-se e alarga o horizonte de si mesmo, saindo de si para outras pessoas.
No quarto, da vida expandida cosmicamente, aumenta a amplitude do horizonte da saída de si, extendendo o eu próprio para o universo inteiro.
No quinto, da vida transformada, ocorre o que o místico Eckhart formulava dizendo que, quanto menos alguem é, mais Alguem há.

Juan Masiá, SJ em "El otro Oriente - Más allá del diálogo"

Respirar com naturalidade - Parte I

O filósofo que se questiona o quê ou quem é o ser humano, tem algo em comum com o psicoterapeuta, que tenta ajudar outro ser humano ajudar-se a si mesmo a encontrar-se. Ambos coincidem em iluminar um caminho que nunca se acaba de percorrer e ao mesmo tempo convidando a caminhar por ele; mas percorre-lo depende de cada um.

Escreve atinadamente Hermam Hesse na introdução do seu romance DEMIAN:
" A vida de um indivíduo é uma caminhada em direcção a si mesmo, a procura de um rumo, o esboçar de um trilho. Jamais alguem, em momento algum, conseguiu tornar-se coerente com o seu interior; contudo, todos aspiram a alcançar essa harmonia. Quer a procurem com menor habilidade, quer persigam esse ideal com perspicácia, cada qual realiza-o conforme pode, mas todas as pessoas arrastam consigo e até ao fim restos do seu nascimento, mucos e membranas de um mundo primevo. Há quem nunca chegue a tornar-se num ser humano e permaneça rã ou lagarto ou então formiga. Há quem seja pessoa por cima e peixe por baixo. No entanto, cada indivíduo é uma criação da natureza em ordem ao homem. Procedemos de uma só origem - a mãe - e provimos da mesma embocadura; mas, seja qual for a pessoa, ela procurará elevar-se do abismo em direcção ao seu destino. Sabemos entender-nos mutuamente, mas somente cada qual tem capacidade para interpretar a sua própria vida."

Juan Masiá, SJ em "El otro Oriente - Más allá del diálogo"

Domingos Cunha


Meditação Cristã – uma oração integradora
Autor: Domingos Cunha, CSh

NOVA OBRA INTRODUZ E ENCORAJA AS PESSOAS À PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

Em um mundo onde as pessoas vivem apressadas, estressadas, bombardeadas de informações a todo o tempo e de todos os lados, a busca por um momento de paz e descanso se faz cada vez mais necessária. Reabastecer-se de energias positivas tem sido a busca de muitas pessoas, que aproveitam para, por meio da oração, relaxar e elevar-se espiritualmente.
Meditação Cristã – uma oração integradora é o lançamento que certamente impulsionará o leitor a adotar essa prática diária de união e intimidade com Deus, além de trazer paz e tranqüilidade à alma. Conforme afirmou Dostoievski, “todo homem carrega dentro de si um vazio do tamanho de Deus”. A presente obra, justamente, vem ao encontro daqueles que desejam preencher esse vazio.

Resgatar e difundir o significado da meditação cristã foi a missão do monge inglês John Main, nascido em Londres em 1926. Pertencente à Ordem de São Bento, ao estudar os escritos do monge João Cassiano (séc. IV) e de outros contemplativos conhecidos como “Padres e Madres do deserto”, ele descobriu a conecção entre a repetição e interiorização de frases ou versículos da Bíblia — presente na tradição monástica cristã — e a forma de meditação que aprendera no Oriente, por ocasião de sua experiência espiritual na Malásia com um swami (monge indiano), quando ainda não era religioso beneditino.
Graças à profundidade e à riqueza dessa maneira de rezar, os adeptos da meditação cristã foram crescendo e, hoje, há vários centros de Meditação Cristã e grupos de oração semanal em diversas partes do mundo. Após a morte de Dom John Main em 1982, outro beneditino inglês, Dom Laurence Freeman tornou-se o seu sucessor e começou a viajar por todo o mundo, ensinando a meditação por meio de retiros, palestras e encontros de oração.

De maneira simples e completa, Domingos Cunha, introduz o leitor à fascinante realidade da meditação. Ao longo dos quatorze capítulos que constituem o livro, Cunha começa apontando a necessidade da oração, os significados do termo “meditação” e também um pouco da história da oração monástica e também a importância de alguns escritos que surgiram das experiências espirituais e místicas de personagens importantes da Igreja.
Após constatar os preciosos esclarecimentos a respeito da diferença entre meditação e reflexão, o que é peculiar à meditação cristã e à meditação oriental, as dificuldades que o praticante encontrará e os frutos desta prática, o leitor certamente se sentirá impelido a provar a meditação cristã em sua vida e testemunhar sua experiência.
“A meditação se configura como um tipo de oração que integra as várias dimensões da pessoa: física, energética, emocional, psíquica, racional, espiritual (...) Sem dúvida, é um jeito de rezar muito significativo para o nosso tempo, que anseia por perspectivas mais holísticas na compreensão do ser humano”, afirma Domingos Cunha.

Domingos Cunha, padre da comunidade Shalom, nasceu em Portugal em 1963 e chegou ao Brasil em 1985. Completou os estudos teológicos no Instituto Teológico-Pastoral do Ceará (ITEP), onde foi coordenador do curso propedêutico e professor de Mistério de Cristo, atualmente assume as matérias de teologia da vida religiosa e espiritualidade. Ordenado sacerdote em 1988, tem dedicado sua vida preferencialmente à evangelização da juventude, assessorando cursos e outros encontros nas áreas de formação humana, de vivência e aprofundamento da fé, de ecologia e de capacitação técnica e pedagógica na linha da educação libertadora no Ceará, em Minas Gerais e em Portugal.